
O Museu de Arte do Espírito Santo (Maes) vai abrigar a exposição Andy Warhol – Arte e Práticas para o Dia a Dia. A abertura será às 20h, da próxima quinta, 02. Com curadoria de Jéssica Gogan, do Museu Andy Warhol, na Pensilvânia (EUA), a proposta da mostra é retratar o cotidiano a partir da pop art do artista Andy Warhol (1928-1987).
Para isso, serão expostos filmes, vídeos, instalações, papel de parede, produção de revistas e publicações, gravuras e documentação fotográfica, como também materiais audiovisuais. Segundo a curadoria, o Maes será o primeiro museu a receber uma exposição do artista neste formato.
São três as propostas da exposição. A primeira delas é o “processo criativo”, ou seja, vai mostrar o procedimento simples de criação na visão do artista. Para Warhol, tudo que estava ao alcance da sua visão servia de base para a construção artística. Os seus trabalhos mais famosos são as fotografias de artistas como Marilyn Monroe, Jane Fonda, entre outros.
Interatividade – Na segunda proposta, a curadoria vai utilizar o Maes como espaço criativo. A interatividade do público será possível com atividades de serigrafia, copiadora e câmera de vídeo. Com isso, os visitantes vão fazer testes de filmagens (screen test. Também terá uma sala representando a “cápsula do tempo”, numa alusão às caixas que o artista guardava seus objetos pessoais.
Warhol viajou na ideia artística de que tais caixas marcavam uma época. Elas foram fechadas e abertas apenas após a sua morte em 1987. Por fim, a parte educativa na qual artistas e estudiosos da arte de Warhol vão tentar reproduzir o seu conceito de arte com a comunidade local. Deste modo, coletar, documentar e experimentar o uso das novas mídias para fazer o que o artista defendia: a reprodução da arte.
Pop Art – O conceito da Pop Art surge da crítica do consumo compulsivo da sociedade capitalista. Principalmente, no ser humano se tornar também um objeto para o consumo. São estes signos que ganham a forma estética de Warhol. Geralmente, produzidos com tinta acrílica, cores vibrantes e intensas, que reproduziam tudo, mas de maneira hiper-real. O artista dizia que todo mundo poderia criar esta arte como um processo de reprodutibilidade. Afinal, para Warhol, a produção cultural deveria ser massificada e a arte distribuída através das massas. É dele a célebre frase que, um dia, “todo mundo terá seus 15 minutos de fama”. A dele perdura até hoje.


